PROJETO COMBATE A OBESIDADE INFANTIL

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A obesidade infantil é, segundo a Organização Mundial de Saúde, um dos problemas de saúde pública mais graves do século XXI. Nos últimos 20 anos o Brasil apresentou um aumento de 240% nos casos de crianças obesas, isso é quatro vezes mais do que ocorreu nos USA, o país mais “obeso” do mundo.

Atualmente, o estilo de vida sedentário da população contribui para o aumento do número de casos. A obesidade infantil hoje em dia já é diagnosticada como uma doença, uma epidemia em desenvolvimento e vem recebendo atenção especial dos profissionais da educação, saúde e educação física, visto que ela será a precursora de outros agravos na idade adulta.

Em nosso país, este dado ganha um peso ainda maior entre as classes menos favorecidas, que possuem uma história de privação alimentar e fome muito recentes. A inclusão dessas classes sociais no mercado consumidor veio acompanhada de um aumento de consumo de guloseimas e de produtos industrializados.

Preocupado com o crescimento do número de pessoas obesas que procuram ajuda em meu consultório, que resolvi retornar a um projeto que iniciei na década de 1990 e que foi interrompido durante nove anos. Um projeto que visa lutar contra a obesidade infantil. Só que dessa vez com uma nova roupagem, incluindo além de orientação clínica e nutricional, orientação voltada para a prática de exercícios físicos e tratamento psicológico. O projeto atual orienta também a família já que o ambiente familiar é o maior causador da obesidade infantil. Pais obesos e sem tempo para o preparo de alimentos saudáveis (e sem cultura para tal), premiam seus filhos e diminuem seus trabalhos nutrindo-os com pães, doces, sorvetes, balas, chocolates, massas prontas, salgadinhos, refrigerantes e frituras. Este é o grande motor de popa da obesidade.

A deseducação física – a falta de hábitos de exercícios diários e o excesso de horas em frente à TV e ao computador também agravam este problema. Criança tem que brincar de pique, jogar bola, pular corda, praticar esportes… e não há incentivo algum para isso. A violência das grandes cidades e a falta de tempo dos pais aumenta ainda mais o problema.

No projeto faremos um trabalho de coaching para combate a compulsão alimentar. O coaching ajudará a criança a priorizar suas metas de saúde, seu bem estar físico e mental, sua auto estima, a busca do corpo saudável, trabalhando o foco mental.

Serão cinco encontros quinzenais na Praia do Pepê, na Barra, voltados para o público de 5 a 17 anos. O objetivo é combater as consequências da obesidade para a saúde em crianças, principalmente no que diz respeito às doenças relacionadas ao excesso de peso: diabetes, hipertensão arterial, colesterol alto, problemas ortopédicos e também os psicológicos, além de salientar a importância da atividade física como agente fundamental no combate a este problema.

Dr Tercio Rocha 11 mini

Dr. Tercio Rocha
Médico
www.terciorocha.com.br
www.bemdemais.com.br
Informações / Inscrições: CENTRO (21)9 9584 3190 RITA; IPANEMA (21) 9 9584 3199 JUSSARA; BARRA (21) 9 9584 3183 ANA PAULA

Transformando pessimismo em otimismo

Pessimista

Richard Bandler, co-criador da PNL, diz que é necessário criar bons sentimentos, girar esta sensação pelo corpo e aplicar na atividade. Obviamente, otimismo é uma emoção positiva que o coloca em movimento (e-motion, trocadilho do inglês: emoção que move). A larga maioria das pessoas trabalha com sistemas representacionais de preferência visual (imagem) e auditiva (som). Bandler desperta a atenção para exercitarmos com mais freqüência o cinestésico (o que sentimos), explorando também o olfativo e gustativo. Como seria o sabor da vitória para você? Qual seria o cheiro que desperta seu desejo?

“Assumir o controle do que o faz sentir bem é uma importante parte da determinação e comprometimento” (Richard Bandler)

Gary Mack, no livro “Mind Gym”, apresentou os 3 Ps para transformar o pessimismo em otimismo:

Permanência: os otimistas acreditam que quando passam por uma experiência ruim, elas são temporárias, não permanentes. Os grandes campeões sabem que a má fase é passageira, que o padrão de comportamento e performance deles segue a excelência. Os perdedores agem ao contrário: acham que vivem numa eterna maré de azar, que o mundo conspira contra eles e, caso ocorra algo de bom para eles, nem sequer comemoram porque atribuem o sucesso efêmero a um golpe de sorte. Ouvi uma vez de uma colega judoca, em 1990, que “todo campeão uma vez foi azarão”. Gustavo Kuerten foi um azarão quando conquistou Roland Garros em 1997. Depois, chegou como favorito ao Grand Slam do piso de saibro. Ninguém conhecia o judoca Tiago Camillo quando, aos 18 anos, foi prata nos Jogos Olímpicos de Sydney (2000). Depois, quando foi campeão mundial em 2007 e bronze nos Jogos de Pequim (2008) ela já pisava no tatame com o respeito dos adversários.

Permeabilidade: pessimistas deixam que uma experiência ruim, numa determinada área, contamine toda a sua vida. Otimistas colocam o problema numa “caixa” adequada, numa perspectiva limitada. Muitas pessoas com a mentalidade perdedora (de loser) têm saúde, família que as ama, um bom emprego e acham que a dificuldade com um colega de trabalho contamina todo o cenário, ao dizer para si mesmo: “minha vida está uma droga”. Pessoas com a mentalidade de campeões sabem especificamente onde estão os problemas a serem resolvidos. Eles não somente desfrutam das áreas positivas em sua vida, eles se inspiram e se abastecem delas para superarem seus problemas específicos. Por isso o esporte é tão contagiante porque não se trata de vencer ou perder. A competição esportiva é um teste de coragem com histórias de superação. Imagine uma árvore de natal linda, com centenas de luzes e enfeites. Os campeões vão desfrutar da beleza e da energia do momento. Os perdedores vão reclamar das poucas luzes apagadas e enfeites quebrados pelo vento. Deixam que pequenas partes comprometam o todo.

Personalização: otimistas internalizam vitórias e externalizam derrotas, por exemplo, enquanto otimistas pensam “eles tiveram sorte hoje e amanhã venceremos”, os pessimistas fazem o contrário e pensam “nós tivemos sorte para vencer hoje”, “é minha culpa que perdemos”. É importante buscar responsabilidade por suas ações em vez de apontar o dedo e atribuir culpa ou vitórias aos outros (ou à sorte). Entretanto, você deve saber qual é a sua parcela de responsabilidade no contexto geral, ou seja, o que é que você realmente tem controle? Se você não tem o controle direto pelo resultado, qual parte você pode controlar? Como você pode contribuir para o resultado final do processo? O que você pode fazer mais e o que você pode deixar de fazer?

Tem uma história que ilustra bem essa questão de controle e o que você pode fazer para contribuir com um resultado que não depende diretamente de você e os 3Ps.

Um funcionário, com seis anos de empresa, entrou na sala do chefe cobrando explicações por uma frustrada promoção que não aconteceu:
- Como o senhor promove o Joãozinho, que nem completou um ano de empresa? Isso é um desrespeito com os funcionários seniores como eu… – esbravejava o funcionário Hardy.
O chefe o interrompeu com sutileza:
- Me desculpe, está perto da hora do almoço e eu quero comprar a sobremesa para a equipe. Você pode ir lá na feira e ver quanto custa o quilo da melancia?
Hardy reclamou mais uma vez, disse que não era a função dele e, após mais um pedido do chefe, ele foi. Voltou com a resposta solicitada:
- o quilo da melancia custa R$ 4,50 – respondeu Hardy.
O chefe agradeceu e pediu que ele se sentasse. Então pediu para a secretária chamar o Joãozinho, sob os olhos arregalados de Hardy, afinal, a conversa com o chefe foi exatamente para reclamar que Joãozinho não merecia ter sido promovido. Quando Joãozinho chegou, o chefe fez o mesmo pedido:
- João, está perto da hora do almoço e eu quero comprar a sobremesa para a equipe. Você pode ir lá na feira e ver quanto custa o quilo da melancia?
Joãozinho foi sem reclamar e voltou em pouco tempo:
- Chefe, o quilo da melancia custa R$ 4,50. Negociei com o feirante que, haja vista o volume de funcionários da nossa empresa, consegui um desconto para R$ 3,50 o quilo. Na barraca ao lado consegui outro bom negócio para o senhor com a manga e também com o morango. Há possibilidades para o senhor escolher. – relatou o recém promovido funcionário, com menos de um ano de empresa.
O chefe agradeceu e dispensou Joãozinho. Então virou para Hardy e perguntou, ironicamente:
- Sobre o que você estava falando mesmo?
Hardy saiu da sala do chefe quieto e de cabeça baixa.

Moral da história: há dois tipos de funcionários que nenhum chefe gosta de lidar: (1) os que não fazem o que lhes é pedido e (2) os que só fazem os que lhe é pedido. Qual comportamento e configuração mental você prefere adotar?

Ronaldo Gueraldi 2

Ronaldo Gueraldi
Jornalista
(21) 99662-0016
ronaldo.gueraldi@gmail.com
ronaldo.guimaraes2013@fgvmail.br

Surpresa e alegria na conquista de seus objetivos

Rock Climber at Sunset

Quando você decide fazer dieta, qual é a emoção que acompanha seu pensamento? Ansiedade, dúvida, desânimo, tristeza, vergonha…? A emoção pode limitar ou potencializar seu comprometimento rumo à meta que deseja alcançar. O professor de marketing de Harvard, o brasileiro Thales Teixeira, escreveu um artigo com outros dois pesquisadores sobre o efeito das emoções nos telespectadores que assistem a comerciais (Teixeira, Wedel and Pieters, 2011). Nele, os pesquisadores chegaram a uma conclusão, no mínimo, curiosa: que a surpresa ajuda a despertar a atenção e que a alegria potencializa a retenção da pessoa no anúncio.

Transferindo o contexto do comercial para a dieta (tem mais semelhanças do que você possa imaginar, afinal, o nosso interesse, ou compulsão, pela comida começa no apelo visual), perceba que, uma vez tomada a decisão de emagrecer, a alegria no processo é um forte componente para mantê-lo na dieta. Anthony Robbins costuma afirmar no seu treinamento Unleash Your Power Within (algo como “Liberte seu Poder Interior”) para você fazer perguntas inteligentes para seu cérebro. Em vez de perguntar “por quê eu não emagreço?”, preferir “Como eu posso emagrecer 15 kg com rapidez e alegria?”. A resposta para a primeira pergunta provavelmente será algo depreciativo e que reflita como você se sente, não necessariamente o motivo que o faz se sabotar. Na segunda pergunta há a pressuposição positiva de que você vai emagrecer, inclusive quanto, basta apenas uma orientação (por isso o “como”). E o detalhe que faz a diferença: a alegria. Você já dá um comando para seu subconsciente de que você quer emagrecer, especificamente 15kg, e como você deseja se sentir durante o processo.

Richard Bandler, co-criador da PNL, estimula nos seus treinamentos muito humor. Ele afirma que o aprendizado ocorre de forma mais rápida e profunda quando combinado com alegria. E qual é a melhor forma de evidenciar alegria do que rindo? Este é um dos segredos de grandes palestrantes e professores: sempre têm piadas prontas para usar como um recurso de humor. O processo cognitivo da memória passa pela recuperação da emoção (ou repetição). Por isso você costuma lembrar da piada e depois da situação na qual gargalhou. Ou porque você se sente bem ao rever fotos de um momento feliz das férias e fica mais tempo do que o normal admirando determinadas fotos.

Outro fator importante no comprometimento da dieta é a surpresa. A teoria cognitiva mostra que o que é diferente desperta nossa atenção com mais facilidade. Lembre-se que o cérebro gosta do igual, mas aprende com o diferente. Quando você se acostuma com um determinado sentimento (alô pessimistas), ações, receitas, rotinas, seu cérebro está refazendo os mesmo caminhos neurais. Quando há algo diferente, sua atenção desperta e você promove novos caminhos neurais. Nem preciso dizer aqui sobre a variedade de exercícios e dietas para evitar o efeito platô e estimular sentidos e metabolismo no seu corpo. Minha provocação aqui é mais sutil. Se você descobrisse que há formas diferentes e rápidas de emagrecer, ficaria surpreso? E se o processo fosse divertido, ficaria ainda mais surpreso e curioso? Se permita aprender a conhecer como você sente, ouve, enxerga e percebe o seu próprio mundo.

“Não é porque certas coisas são difíceis que nós não somos ousados. É exatamente porque não somos ousados que certas coisas são difíceis” (Sêneca)

Ronaldo Gueraldi 2

Ronaldo Gueraldi
Jornalista
(21) 99662-0016
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ronaldo.guimaraes2013@fgvmail.br