POR TRÁS DOS RÓTULOS ALIMENTARES

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A maioria das pessoas que consultam os rótulos e as informações nutricionais dos alimentos acaba dando atenção somente a quantas calorias os alimentos contem. Mas será que isso é suficiente?

A verdade é que, mais importante do que conhecer a quantidade de calorias de um alimento, é entender de onde vêm essas calorias e o que compõe aquele alimento. E, para conhecer isso, temos que saber analisar as informações nutricionais. Assim, vão algumas dicas a seguir.

- Porção: É a quantidade do alimento na qual foram baseadas as demais informações do rótulo. Não é necessariamente a embalagem inteira. Por isso, fique atento, às vezes a porção que estamos habituados a ingerir não é igual a porção do rotulo.

- Valor Energético: É a quantidade de calorias na porção do alimento. Ela aparece como Kcal, que são as famosas calorias ou em quilojoules (kj), uma medida de energia (1 kcal = 4,2kj)

- % VD (valor diário): é um número em percentual que mostra quanto daquele nutriente representa no que devemos comer em um dia. Exemplo: se um alimento contem 11 g de carboidrato na porção, o que corresponde a 4% VD, significa que, ao comer uma porção do alimento, a pessoa ingeriu 4% dos carboidratos que deveria comer em um dia.

-% VD trans: por não ser uma boa gordura, devemos comer o mínimo possível, por isso nem existe esse valor (se existisse, seria zero).

- Ingredientes: Os ingredientes estão na parte de baixo da informação nutricional e são organizados do maior para o menor em quantidade.

- Sódio: está presente no sal de cozinha e em alimentos industrializados, doces ou salgados, pois funciona como conservante. Por isso devemos ter uma atenção especial com ele mesmo com alimentos em que não dá para sentir o sabor do sal.

- Gordura total: é a soma de todos os tipos de gorduras encontradas em um alimento, tanto de origem animal como de origem vegetal. Entretanto, é importante saber quais gorduras compõe esse total.

- Fibras: promovem a saciedade e melhoram o funcionamento intestinal. De forma que quanto mais fibra melhor (ideal: 25g de fibra/dia). É importante olhar esse item, pois alguns alimentos conhecidos como fonte de fibra, como as famosas barrinhas de cereais, às vezes têm menos de 1g por porção ou nem mesmo contêm fibra!

Dra. Paula Hauben
Nutricionista
paula.hauben@gmail.com

Entenda as diferenças entre intolerância e alergia alimentar

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Apesar de alguns de seus sintomas se confundirem, intolerância e alergia alimentar têm origens diferentes – e cada um demanda cuidados específicos. Aprenda a distinguir um do outro.

É cada vez maior a incidência dos dois distúrbios.

Ser obrigado a maneirar em um alimento ou a cortá-lo de vez do cardápio vem se tornando uma realidade para cada vez mais gente. “Na última década, os casos de alergia alimentar subiram 18% nos Estados Unidos”, conta Ariana Campos Yang, alergologista da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia. E a intolerância parece seguir o mesmo rumo: estima-se que, hoje, um em cada dez americanos tem reações adversas à lactose, o açúcar do leite. Embora no Brasil não existam estatísticas a respeito, os especialistas observam um aumento na incidência de ambos os problemas. Motivo de sobra para entender a diferença entre eles e ficar esperto na hora de reconhecer seus sinais.

O que é alergia alimentar

Na alergia, o organismo encara proteínas específicas de um alimento como inimigas e envia células de defesa para barrá-las. Nesse mal-entendido, o corpo acaba agredido. “A reação pode envolver todos os órgãos”, diz Ariana. Inchaço nos lábios, coceira, tosse, falta de ar e diarreia estão entre as manifestações que aparecem após a ingestão. No pior dos cenários, ocorre o choque anafilático. Mesmo que a resposta alérgica seja leve em uma ocasião, nada impede que, em contatos posteriores com aquela comida, haja ataques mais sérios. A ordem é se consultar com um médico e, talvez, riscar o item da dieta.

Tratamento

“Em geral, a alergia costuma surgir na infância”, diz a alergista Renata Cocco, da Universidade Federal de São Paulo. O bom é que, principalmente antes dos 5 anos, há uma chance de a encrenca sumir, porque o sistema imune da criançada está em pleno desenvolvimento. Mas quando persiste até a idade adulta – ou nas poucas vezes em que dá as caras apenas nessa fase -, ela acompanha o indivíduo pelo resto da vida.

Hoje, uma das apostas da medicina para combater o mal é a imunoterapia. “Ela consiste em administrar o extrato do alimento rejeitado em doses crescentes para induzir uma tolerância”, explica o imunologista Jorge Kalil, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Só que a tática pode levar a efeitos colaterais e, por isso, só deve ser aplicada em hospitais.

O que é a intolerância alimentar

A intolerância é uma desordem completamente diferente, a começar pela causa: a carência de uma enzima que processaria certo nutriente. “Na deficiência da lactase, por exemplo, a lactose não é digerida e, aí, atrai água ao intestino, propiciando diarreias”, diz o médico Carlos Francesconi, da Federação Brasileira de Gastroenterologia. Os efeitos da intolerância chegam a demorar horas (ou dias) para se manifestar e ficam quase restritos ao aparelho digestivo – dor de barriga, gases, enjoo… Ao contrário da alergia, esse tipo de transtorno até permite consumir um pouco da substância não tolerada, desde que com orientação. Em certos casos, dá inclusive para tomar uma dose da enzima em falta e, a partir daí, ingerir uma pitada do ingrediente. Se diferem em vários aspectos, a intolerância e a alergia têm um ponto em comum: com atenção ao prato e suporte médico, é possível contorná-las sem abalar tanto a qualidade de vida.

Os causadores de alergia…

- Peixes e frutos do mar
- Ovo
- Trigo
- Soja
- Amendoim
- Castanhas
- Leite e seus derivados
- Gergelim

…e os de intolerância

- Leite e seus derivados
- Grãos com glúten
- Banana
- Frutas cítricas
- Carnes processadas
- Repolho
- Vinho tinto
- Produtos com corantes

publicado no site MdeMulher

Estudo mostra alta presença de agrotóxicos em alimentos no Brasil

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Pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revela que ainda é alta a presença de resíduos de agrotóxicos em muitos alimentos presentes na mesa dos brasileiros. Cerca de 36% das amostras de alimentos de 2011 e 29% das amostras de 2012 apresentaram resultados insatisfatórios nessa questão, de acordo com o relatório de atividades do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA).

No ano passado, por exemplo, 59% das amostras de morango foram consideradas insatisfatórias. Nesse cálculo, pesam quesitos como a presença de agrotóxico não autorizado para o alimento analisado; uso de agrotóxico autorizado, mas acima do Limite Máximo de Resíduo (LMR); e a detecção, conjunta, de agrotóxico não autorizado e autorizado, mas acima do limite permitido. Das amostras de pepino, no ano passado, 42% foram consideradas insatisfatórias pela Anvisa. Para o abacaxi, o índice foi de 41%. Nas amostras de cenoura, 33% foram classificadas como insatisfatórias no ano passado.

Das amostras insatisfatórias, cerca de 30% se referem a agrotóxicos que estão sendo reavaliados pela Anvisa. Mas uma surpresa foi a presença de pelo menos dois agrotóxicos que nunca foram registrados no Brasil: o azaconazol e o tebufempirade. Eles foram encontrados em amostras de uva. Segundo a Anvisa, isso sugere que os produtos podem ter entrado no Brasil por contrabando.

“Outro resultado de destaque foi a detecção de aldicarbe em uma amostra de arroz. Trata-se do ingrediente ativo de maior toxicidade aguda dentre todos os agrotóxicos de uso agrícola, sendo também o mais empregado, indevidamente, como raticida ilegal, sob a denominação popular de ‘chumbinho’. Sua reavaliação toxicológica foi efetuada em 2006, e em decorrência deste processo, diversas medidas restritivas foram recomendadas pela Anvisa e implementadas pelo fabricante do único produto formulado até então registrado no País, que desenvolveu um programa de controle específico para este produto”, cita o estudo, referente a dados de 2011.

Na elaboração da pesquisa foram analisadas 3.293 amostras de alface, arroz, cenoura, feijão, mamão, pepino, pimentão, tomate e uva. A íntegra do estudo está disponível para consulta na internet, no site da Anvisa. Em 2012, 36% das amostras puderam ser rastreadas até o produtor e 50% até o distribuidor do alimento. A Anvisa explica que a escolha dos alimentos considerou dados de consumo obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativos à disponibilidade desses alimentos nos supermercados das diferentes unidades da federação e no perfil de uso de agrotóxicos.

Em nota, o diretor presidente da agência, Dirceu Barbano, afirma que “a Anvisa tem se esforçado para eliminar ou diminuir os riscos no consumo de alimentos, isto se aplica também aos vegetais. Por esta razão a agência monitora os índices de agrotóxicos presentes nas culturas. Nós precisamos ampliar a capacidade do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária de monitorar o risco tanto para o consumidor como para o produtor para preservar a saúde da população”. A Anvisa coordena o PARA em conjunto com órgãos de vigilância sanitária estaduais e municipais, que realizam os procedimentos de coleta dos alimentos nos supermercados e de envio aos laboratórios para análise.

Isto É Independente

Pesquisa afirma que não há diferença entre o consumo de alimentos orgânicos e convencionais

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Cientistas da Universidade Stanford, EUA, promoveram uma revisão de 17 acompanhamentos clínicos nutricionais em humanos, com pesquisas sobre os nutrientes e os contaminantes em alimentos, conforme eram produzidos. A conclusão do estudo mostrou que há pouca ou nenhuma diferença entre os orgânicos e os demais alimentos.

Muitos médicos defendem a ideia de que os orgânicos são mais saudáveis porque estão livres de agrotóxicos. Mas, há outra corrente que afirma que não há comprovação científica para produzir estes benefícios.

“Muitas vezes a versão do fato é mais forte que o fato. Até o momento, o fato é que não há comprovação científica de que a composição dos alimentos orgânicos seja melhor do que a dos demais”, afirmou Durval Ribas Filho, presidente da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia).

No entanto, todos os médicos defendem a alimentação rica em frutas, verduras e legumes. Todavia, Ribas Filho adverte que, independentemente do modo de produção, estes alimentos devem ser muito bem lavados para evitar contaminações bacterianas.

publicado no siteda ABIAD

http://www.abiad.org.br/

Será que você comeria até pipoca velha no cinema?

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Às vezes o local e a forma como nos alimentamos faz com que comamos de forma compulsiva, muitas vezes sem perceber o quanto comemos ou queremos comer e, até mesmo, quando já estamos satisfeitos.

Um estudo feito na University of Southern Califórnia ilustra bem como isso acontece. Os pesquisadores distribuíram pacotes de pipoca nova e pacotes de pipoca velha em sessões de um cinema na Califórnia. Dentre as pessoas que receberam pipoca velha, as que já tinham o hábito de sempre comer pipoca no cinema, ingeriram a mesma quantidade que o habitual, sem se importar com a qualidade e o sabor da pipoca. Já as pessoas que não tinham o hábito de sempre comer pipoca no cinema, rejeitaram a pipoca velha.

Dessa forma, percebemos que muitas vezes nos alimentamos de forma mecânica, sem prestar atenção no que comemos e/ou quanto comemos. Só porque criamos o hábito de comer pipoca no cinema, esse comportamento é feito de forma indiscriminada. E, quando temos esse hábito alimentar, não nos importamos com o sabor, temperatura, frescura dos alimentos e às vezes nem com qual alimento, e comemos da mesma forma.

Para ir mais além, esses pesquisadores fizeram uma nova tentativa, oferecendo novamente pacotes de pipoca velha e pacotes de pipoca fresca no cinema, porém instruíram os telespectadores a comerem com a mão não dominante. Essa pequena mudança foi suficiente para que eles deixassem de comer de forma automática e prestassem mais atenção ao ato de comer e ao alimento. Nessa segunda intervenção, grande parte do público deixou de comer ou comeu menos a pipoca velha.

Assim, um aspecto importante para mudarmos nossos hábitos alimentares e comermos de forma mais saudável, é nos alimentarmos de forma mais consciente. Para isso, algumas dicas:

- Comer sempre sentado à mesa, em um momento tranquilo.

- Colocar o alimento sempre no prato antes de ingeri-lo. Isso nos auxilia a ter a noção da quantidade que estamos comendo.

- Não comer em frente à televisão, computador ou livro/jornal.

- Prestar atenção na comida quando estiver ingerindo-a.

- Comer acompanhado de amigos e família: isso faz a gente ter menos pressa e comer mais devagar e, com isso, damos tempo para o nosso corpo perceber quando já estamos satisfeitos.

PAULA HAUBEN
Nutricionista
celular 21 81234806
e-mail: paula.hauben@gmail.com

BATATA DOCE – O CARBOIDRATO DO ATLETA

batata doce

Sem dúvida, a batata doce é um dos alimentos fonte de carboidratos prediletos dos praticantes de musculação, especialmente, dos culturistas. Está sempre presente no cardápio da maioria dos campeões, principalmente na fase mais específica da preparação, a pre-contest. Particularmente, tenho utilizado com grande freqüência este tubérculo na dieta dos atletas sob minha supervisão, e os resultados são sempre muito expressivos.

A batata doce (Ipomoea batatas) é a raiz de uma planta rasteira, nativa do continente americano, que cresce sem exigir cuidados especiais para o cultivo. Embora seja menos consumida que a batata inglesa, ela é muito apreciada no norte e nordeste do Brasil. Com toda a probabilidade é a América Central a terra de origem da batata-doce, que pertence à família das Convolvuláceas.

É cultivada em 111 países, sendo que aproximadamente 90% da produção é obtida na Ásia, apenas 5% na África e 5% no restante do mundo. Apenas 2% da produção está em países industrializados como os Estados Unidos e Japão. A China é o país que mais produz, com 100 milhões de toneladas. Pode ser cultivada em locais de climas diversos, como o das Cordilheiras dos Andes; em regiões de clima tropical, como o da Amazônia; temperado, como no do Rio Grande do Sul e até desértico, como o da costa do Pacífico.

Além de constituir alimento humano de bom conteúdo nutricional, principalmente como fonte energética, a batata-doce tem grande importância na alimentação animal e na produção industrial de farinha, amido e álcool. É considerada uma cultura rústica, pois apresenta grande resistência a pragas, pouca resposta à aplicação de fertilizantes, e cresce em solos pobres e degradados. Em termos de volume de produção mundial, a cultura ocupa o sétimo lugar, mas é a décima quinta em valor da produção, o que indica ser universalmente uma cultura de baixo custo de produção.

No Brasil, há quatro tipos de batata doce, que são classificados de acordo com a cor da polpa: batata-branca, também conhecida como angola ou terra-nova, que tem a polpa bem seca e não muito doce; batata-amarela, parecida com a anterior, mas de sabor mais doce; batata-roxa, com casca e polpa dessa cor, é a mais apreciada por seu sabor e aroma agradáveis, sendo ótima para o preparo de doces; e, batata-doce-avermelhada, conhecida no nordeste do Brasil como coração-magoado, tem casca parda e polpa amarela com veios roxos ou avermelhados.

O grande sucesso da batata doce em uma dieta é devido em grande parte a seu índice glicêmico. Este índice reflete o impacto promovido pelo carboidrato ingerido nos níveis sangüíneos de glicose, sendo que quanto mais baixo, melhor (exceto em algumas situações específicas, tal como imediatamente após um treinamento). Em relação à glicose, o índice glicêmico da batata doce é 44, o que pode ser considerado baixo comparando-se com o arroz branco (64) ou com o pão branco (71). Isto a torna ideal para ser consumida como fonte de carboidratos durante o dia, e principalmente, entre 1 e 2 horas antes de uma sessão de treinamento com pesos.

Além do índice glicêmico favorável, esse alimento possui alta taxa de vitamina A (sobre tudo a amarela e a roxa), vitaminas do complexo B e alguns sais minerais, como cálcio, ferro, potássio, fósforo e um pouco de vitamina C. Suas folhas também são bem nutritivas e podem ser preparadas como qualquer outra verdura de folha.

Muitas pessoas ainda confundem a batata doce com a inglesa, crendo que os valores nutricionais são semelhantes. Apesar de haver entre os dois tubérculos uma perfeita concordância no que diz respeito ao teor em substâncias nutritivas, calorias e água, existe grande diferença quanto ao índice glicêmico (a batata inglesa possui um IG muito maior). As batatas-doces também são mais ricas em ferro e possuem 5 vezes mais cálcio. Isto tem uma importância especial para cobrir determinadas necessidades dietéticas. Outro caso é o teor em vitaminas. A batata-doce é muitíssimo mais rica em vitamina A do que a batata inglesa, tendo um alto valor dietético nas doenças causadas por avitaminose A, além de possuir mais fibras.

No período pre-contest, qualquer erro pode significar o insucesso do atleta, portanto a dieta deve ser precisa como um relógio suíço. Procuramos trabalhar com a menor variedade de alimentos possível, visto que dessa forma os eventuais ajustes podem ser realizados com maior facilidade. Dentre esta pequena variedade, preferimos sempre a batata doce como principal fonte de carboidratos da dieta e com o peito de frango como principal fonte protéica. Além de não ser necessária a inclusão de qualquer tempero durante o preparo (que necessita apenas de água fervendo e nenhuma habilidade do cozinheiro), é fácil ajustar as quantidades a serem consumidas. Abatata-doce fornece em média para cada cem gramas: 116 calorias, 1,16 gramas de proteínas, 30,10 gramas de carboidratos e 0,32 gramas de lipídios.

Vale ressaltar que a inclusão da batata doce na dieta do praticante de atividade física ou atleta em quantidades apropriadas, assim como de qualquer outro alimento, depende de uma enormidade de fatores, que só o profissional habilitado pode avaliar. A dieta deve possuir o adequado equilíbrio entre os nutrientes, pois de nada adianta utilizarmos uma ótima fonte de carboidratos, se os demais nutrientes da dieta não estiverem presentes com a mesma harmonia. Consulte sempre seu Nutricionista!

Publicado pelo Nutricionista RODOLFO PERES em seu site

CUIDADOS NA COMPRA DOS ALIMENTOS

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Os cuidados com a aquisição dos alimentos iniciam-se com a elaboração da Lista de Compras. No momento da compra, ao observar os produtos, deve-se escolher aqueles:

De procedência segura;

Que apresentem características próprias nos aspectos de aparência, cor, cheiro e textura;

Que estejam dentro do prazo de validade;

Com embalagens não danificadas;

Sem sinais de degelo, como cristais de gelo ou água dentro da embalagem (para produtos congelados);

Que estejam armazenados em temperaturas adequadas: entre 0°C e 5°C para alimentos refrigerados e inferior a -18°C para os congelados;

Estar atento às outras informações do rótulo do alimento é também um procedimento indicado para: Identificar produtos específicos para este grupo populacional, como idoso;

Conhecer melhor a composição nutricional dos produtos;

Identificar os seus ingredientes;

Obter informação quanto à forma de conservação;

Preparar o alimento adequadamente;

Aprender novas receitas;

Utilizar os serviços de atendimento ao consumidor – SAC;

Comparar produtos similares, de diferentes marcas; e

Fazer a melhor escolha de acordo com orçamento disponível.

A consulta aos rótulos de alimentos deve ser feita como rotina pelas pessoas para selecionar alimentos mais saudáveis.Uma leitura atenta permite verificar se há, entre os ingredientes, sal (sódio), açúcar, gorduras, glúten, fenilalanina, bem como a quantidade de calorias e nutrientes presentes em cada porção, a composição nutricional de produtos diet e light, entre outras informações.

A partir de 2006, tornou-se obrigatório no Brasil que todas as indústrias de alimentos declarem em seus produtos a quantidade de energia e os teores de carboidratos, proteínas, gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras trans, fibra alimentar e sódio.

Outras oportunidades para esclarecimentos podem surgir, por exemplo, em um diálogo com outras pessoas no local de compra; ao entrar em contato com o fabricante por meio do serviço de atendimento ao consumidor – SAC; pela busca de um veículo confiável de informação, como o Disque Saúde (0800 61 1997, serviço de teleatendimento gratuito do Ministério da Saúde) ou em uma consulta com o nutricionista.

Publciado no site da ANS

Como saber se o peixe é fresco?

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Como saber se o peixe é fresco?

O aspecto e o cheiro do peixe indicam se ele é fresco e se está em bom estado. Veja todos os detalhes que devem ser levados em conta na hora de escolher o peixe. Seus pratos ficarão deliciosos.

Passos

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1 Rabo:
Deve parecer fresco e úmido, e não deve estar seco nem dobrado

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2 Pele:
Deve ser brilhante e as escamas devem estar presas ao corpo.

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3 Carne:
Deve ser firme ao ser pressionada, não mole.

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4 Guelras:
Devem ter um tom rosado ou vermelho brilhante.

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5 Olhos:
Devem ter um aspecto brilhante, as pupilas devem ser pretas e as córneas, transparentes.

Importante

Para garantir que o peixe esteja totalmente fresco, compre-o em uma peixaria ou supermercado de confiança. Se for possível, compre no mesmo dia em que for cozinhar.

Os peixes cortados em postas e em filés costumam estragar com mais rapidez do que os inteiros, já que a superfície exposta é mais vulnerável às bactérias.

publicado pelo site BEM SIMPLES

A FARSA DO SALMÃO

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Fiz um comentário gigante neste post do blog Consuma com Moderação. Porém, achei válido transformar em post, e alertar algumas pessoas sobre a farsa que é o salmão vendido no Brasil e em muitos lugares do mundo.

O salmão considerado um dos peixes mais benéficos à saúde, sendo aclamado por aí por nutricionistas e médicos que simplesmente parecem ignorar ou desconhecer sua verdadeira origem. Entre os argumentos para o seu consumo, declaram que o salmão carrega uma grande quantidade de ômega 3, vitaminas A, D, E e do complexo B, magnésio e ferro. OK. Seria bom, se não fosse por um enorme porém: o salmão encontramos nas prateleiras do supermercado não é tão benéfico assim. Encontramos aqui o salmão criado em cativeiro, vindo do Chile, que é diferente do salmão selvagem encontrado na América do Norte.

Damos como certo de que a carne do peixe é rosa-alaranjada – ou ‘salmão’. Porém, esta a regra se aplica somente ao peixe de alto-mar, que passa a vida em liberdade no oceano para subir os rios na época da reprodução e morrer em seguida. Esse peixe é raro, caro, delicioso e belamente colorido por conta de sua dieta à base de camarão e krill. No total, ele representa míseros CINCO POR CENTO do salmão vendido nos Estados Unidos, e praticamente não chega ao Brasil.

A maioria esmagadora do peixe encontrado nos mercados de todo o mundo é criado em fazendas subaquáticas, e tem uma cor que vai do cinza ao bege-claro, passando no máximo por um rosa-pálido. Para ficar com o mesmo tom do salmão selvagem ele recebe uma ração com aditivos sintéticos, derivados de petróleo. Além disso, estudos apontam que consumir mais de 200 gramas desse pescado, numa média mensal, apresenta riscos cancerígenos inaceitáveis.

A verdade é que este peixe, que recebeu a fama de super alimento, repleto de Omega 3, que combate o colesterol ruim, é antiinflamatório e traz inúmeros benefícios para o consumidor, não passa de um produto fake. Para piorar a situação, muitas vezes os peixes são criados em ambientes anti-higiênicos, recebem antibióticos, tem o dobro de gordura – em sua maioria de gordura saturada (péssima) e quase nada de Omega 3 (boa). Por conta disto, os peixes recebem altas doses de antibióticos e fungicidas. Ou seja: mais contaminação na sua carne.
E vocês sabiam que quase todo o salmão vendido no Brasil vem do Chile?!

Quer dizer… você começa a consumir com frequência o salmão, querendo fazer bem a sua saúde, e sem saber vai acabar desenvolvendo problemas de saúde que você não tinha.
Eu passo muito, muito longe de salmão e de qualquer peixe criado em cativeiro. Peixe bom, rico e saudável MESMO, é o peixe de pesca.

E você? O que coloca no seu prato?

por Lia Sergia
no site Another Girl

Indústria estimula compulsão alimentar, diz professor da USP

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Em seminário para discutir produção, acesso e consumo de alimentos, palestrantes reforçam a responsabilidade do modelo no aumento do consumismo e manutenção da fome

Para especialista em alimentação, principal responsável pelo aumento da obesidade no mundo é a indústria e sua visão de lucro fácil

São Paulo – O alimento é um tema indigesto que está no centro da crise contemporânea. É o que afirmou o professor de História da Universidade de São Paulo (USP), Henrique Carneiro, na abertura de sua palestra no seminário Terra, Alimento e Liberdade – o que você alimenta quando se alimenta?, na noite de ontem (3), na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

De acordo com o professor, que estuda hábitos alimentares e o consumo de bebidas, a natureza da crise está baseada no que ele chama de pleonaxia autotélica, ou seja, o perpétuo alavancamento da projeção geométrica da produção para aumento do lucro dos grandes produtores, e não para democratizar o acesso aos alimentos para grande parcela da população que ainda passa fome.

“É a expansão da acumulação pela própria acumulação. A indústria alimentícia agrega valor a componentes químicos, entre eles fertilizantes e agrotóxicos, para aumentar a margem de lucro. O aumento da produção de grãos não é para suprir necessidades, e sim para ditar preços e quebrar produções autóctones, comprometendo o produtor agrícola e as autonomias locais”.

Segundo Carneiro, é para isso que essa mesma indústria gigantesca impulsiona, com sucesso, mecanismos de compulsividade que atuam na região cerebral mais primitiva do ser humano, o sistema límbico. É nessa parte do cérebro que estão localizadas estruturas responsáveis principalmente por controlar as emoções e fontes de prazer. “Assim como as drogas, os alimentos agem nesses centros cerebrais”, disse o professor.

Não é à toa, segundo ele, que grandes conglomerados internacionais são compostos também de indústrias alimentícias, de bebidas e do tabaco. Como ressaltou, a gigante brasileira Ambev reúne fábricas de bebidas, de refrigerantes e cadeias de fast-food, entre outras empresas, e a indústria internacional do tabaco comprou a alimentícia Kraft, uma das maiores do setor, para ampliar seus lucros. “Trata-se de produtos de consumo, de consumo imediato. Não são bens duráveis, que levam mais tempo para serem substituídos”.

A primeira noite do seminário contou ainda com a participação da jornalista e escritora Sonia Hirsch, autora de dezenas de livros sobre promoção da saúde a partir da alimentação natural. Ela criticou a influência da indústria sobre os hábitos alimentares tradicionais e os prejuízos que trazem à saúde, em especial laticínios e produtos ultraprocessados, ricos em gorduras, açúcares e aditivos químicos e pobres em fibras. Esses produtos, comprovadamente, aumentam a obesidade e todos os problemas associados, como diabetes e doenças cardiovasculares e até mesmo alguns casos de câncer.

“Pesquisas mostram que enquanto diminui drasticamente o consumo de feijão, rico em nutrientes e que compõe a dieta tradicional do brasileiro, praticamente dobra o consumo de bolachas recheadas, por exemplo”, ressaltou a escritora.

Participou ainda o historiador José Ribeiro Júnior, que pesquisa produção, aquisição, preparo e consumo de alimentos na periferia da zona sul da capital paulista para seu doutoramento. Segundo ele – que rechaçou a crença de que os problemas alimentares se limitam hoje ao excesso de peso – muitos paulistanos sobrevivem mesmo passando fome.

“Há dados do IBGE que apontam que mais de 30% da população brasileira tem algum grau de insegurança alimentar”, disse. O processo de urbanização, segundo ele, é outro componente que reduz o acesso aos alimentos de qualidade que se faria, por exemplo, meio da agricultura de subsistência. “Embora haja algumas iniciativas em hortas urbanas, a verdade é que, se falta espaço para morar, também falta espaço para cultivar”.

O evento é promovido pelo coletivo ComerAtivaMente, que defende a reflexão crítica do modelo de produção agrícola dominante, dos hábitos de consumo por ele produzidos e reproduzidos. O grupo atua na organização de compras coletivas de alimentos e produtos de higiene e saúde diretamente do produtor.

O seminário começou dia 3 de junho e vai até a próxima sexta-feira (7), sempre a partir das 17h30, com uma mesa temática diferente a cada noite.

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por Cida de Oliveira, da RBA